Tudo o que você precisa saber de Sci-Fi, indicações e mais!

Fonte: Fast Company

O que é Ficção Científica?

Também é conhecida como “Literatura de Ideias”. Seus autores evitam se utilizar do sobrenatural (característico da fantasia) e se baseia em fatos científicos e reais para compor enredos ficcionais.

Deve conter uma extrapolação bem informada de fatos, princípios e tendências científicas, mesmo que a ciência apresentada nos enredos seja irreal, ainda não exista ou seja improvável.

Fonte: The Twilight Zone: 10 episódios da série original para se preparar para a versão de Jordan Peele em Cinema Com Rapadura

“Fantasia é o impossível se tornando provável. Ficção científica é o improvável se tornando possível.”

Rod Serling, criador de The Twilight Zone

E qual a diferença entre Sci-fi e Fantasia?

Sci-fi são histórias de ficção baseadas em fatos científicos, ou então, tem como princípio a ciência.

Exemplo: mesmo que os cálculos não sejam apresentados aos leitores/espectadores, tudo ali tem um motivo. No filme Star Trek, de 2009, Scott não consegue transportar o Kirk e o Spock em velocidade de dobra porque ele não tinha o cálculo correto para colocar na máquina.

Já a fantasia, como o próprio nome diz, se trata de um mundo fantástico, onde se sabe que nada ali existe de verdade, mas também se assume que, em algum momento do espaço-tempo, aquele mundo existe/existiu/existirá, e tudo passa a ser mais crível.

Exemplo: ninguém questiona, por exemplo, o sistema de magia de Harry Potter, a existência de vampiros em Crepúsculo ou a magia dos feéricos em ACOTAR. Todo mundo já começa a consumir aquela história aceitando que aquilo é real para aquele mundo.

Mas… Star Wars é sci-fi… Não é?

Muitos podem pensar isso por causa da “rixa” entre Star Wars e Star Trek (principalmente pela popularização de ambas as franquias no fim da década de 1970 e começo de 1980), mas isso não quer dizer que sejam iguais.

Star Wars possui todos os elementos de sci-fi: as naves, as máquinas, os aliens, os planetas… mas tem também uma coisa que não se explica, que é a Força. Isso é algo que dá “poderes” para os Jedi, então, exatamente por isso, Star Wars não é sci-fi, e sim, fantasia 😉


O Mundo Punk

E não, eu não estou falando sobre o punk-rock (que eu odeio, por sinal), mas da variação punk que subgêneros de ficção científica levam no sufixo no nome.

“Punk” é uma daquelas palavras usadas de muitas maneiras para descrever tantas coisa que perdeu todo o significado.

A premissa básica do sci-fi punk é o foco na tecnologia, e qualquer coisa que venha antes do “punk”, define qual o tipo específico de tecnologia que estamos falando. Também há um elemento de rebelião, e os personagens principais costumam ser membros marginalizados da sociedade (sugerindo o significado original da palavra “punk”).

Os mais populares obedecem uma certa linha temporal, como você verá a seguir.

Caso se interesse por algum deles, é só clicar na imagem que você será redirecionado. 🙂

Sailpunk (1800-1850)

Sail = velas (geralmente de barcos)

Sailpunk é um subgênero de ficção especulativa que foca na vida no mar durante eras de exploração e pirataria. É mais uma divisão do steampunk, que pode ser levada até mesmo ao espaço.

Exemplos:

Mangá / Anime: Captain Harlock
Filme: O Planeta do Tesouro (2003)
Videogame: Final Fantasy

Steampunk (1850-1900)

Fonte: Grunge.com – The Untold Truth About the Origins of Steampunk

São histórias ambientadas no passado, no qual os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na história real (ou em um universo com características similares), mas foram obtidos por meio da ciência já disponível naquela época.

Exemplos:

Livro: Série As Peças Mecânicas, por Cassandra Claire
Filme: Sucker Punch (2012)
Videogame: Alice Madness Returns

Dieselpunk (1900-1950)

Diesel = o combustível mesmo.

Em um sentido histórico, pode-se dizer que o dieselpunk fica entre o cyber e o steampunk – a tecnologia é coisa do século XX: motores a gás e arranha-céus. A narrativa de ficção pulp de meados do século é combinada com tecnologia anacrônica e uma boa dose de história alternativa.

Exemplos:

Livro: Storming, por K. M. Weiland
Filme: Capitão Sky e o Mundo do Amanhã (2003)
Videogame: Iron Harvest

Cyberpunk (2050 – ∞)

Fonte: Wendy Zhou

Esse subgênero tem o enfoque de “alta tecnologia e baixa qualidade de vida” (“high tech, low life”). Os personagens do cyberpunk clássico são seres marginalizados, distanciados, solitários, geralmente em futuros distópicos onde a vida diária é impactada pela rápida mudança tecnológica, uma atmosfera de informação computadorizada ambígua e a modificação invasiva do corpo humano.

Exemplos:

Livro: Blade Runner, por Philip K. Dick
Filme: Robocop (1987)
Videogame: Cyberpunk 2077

Raypunk (1910-1930)

Fonte: Raypunk Multiverse (Facebook)

Ray = raio (x)

É um gênero que enfoque nos anos 1910-30 e seus temas recorrentes são lutas espaciais, tecnologia e alienígenas.

Basicamente é aquele cheio de papel alumínio e muita roupa prateada que salta à sua mente quando você pensa em sci-fi antigo.

Exemplos:

HQ: Flash Gordon
Livro: Uma Princesa de Marte, por Edgar Rice Burroughs
Filme: Barbarella – Queen of Galaxy (1968)

Atompunk (1950-1970)

Fonte: Sci Fi Atompunk Wallpapers

Atom = átomo (como em guerra nuclear)

Tem sua linha do tempo formada durante a Guerra Fria, entre os anos de 1950 e 1970.

Seus temas são baseados em energia nuclear, na corrida espacial, na utopia que a Guerra Fria trouxe para todos, robôs, etc.

Exemplos:

Livro: Dad’s Nuke, por Marc Laidlaw
Filme: X-Men – Primeira Classe (2011)
Videogame: Fallout

Cassette Futurism (1970-1990)

Cassette = fitas cassete mesmo
Futurism = futurismo

Também conhecido por Retrofuturismo, tem sua linha temporal baseada nas décadas de 1970 e 1990 e tudo é baseado na tecnologia do fim dos anos 1970: VHS, formas geométricas, sintetizadores e computadores do tipo IBM.

Exemplos:

Livro: Neuromancer, por William Gibson
Filme: Alien – O Oitavo Passageiro (1979)
Videogame: Stories Untold

Biopunk

É um dos subgêneros da ficção científica que se situa em um futuro não tão distante assim, onde o foco é a engenharia genética e o aprimoramento biológico.

Exemplos:

Livro: Starfish, por Peter Watts
Filme: RepoMen: O Resgate dos Órgãos (2010)
Videogame: Bioshock

Nanopunk

Fonte: Booksire

É especialmente similar com o biopunk, mas descreve um mundo onde partículas nano e bio-nanotecnologia são amplamente utilizadas e as nanotecnologias são forças predominantes na sociedade.

Nesse gênero, a nanotecnologia é praticamente indistinguível da magia.

Exemplos:

Livro: The Diamond Age, por Neal Stephenson
Filme: G. I. Joe – A Ascensão de Cobra (2009)
Videogame: Crysis 3

Outros tipos de “punk” em ficção científica

Também é importante mencionar que, conforme o tempo passa, outros tantos subgêneros de sci-fi vão aparecendo e, muitas vezes, se misturando com a fantasia. Aqui estão outros tantos tipos diferentes (e que, ainda assim, não contempla todos os existentes):

  • Mannerpunk (manner = boas maneiras) – comédia romântica (com elementos de romances de época, como hierarquias e costumes vitorianos) com elementos fantásticos, como dragões, demônios e/ou fadas. O gênero monster romance e alguns romances paranormais também podem ser catalogados como mannerpunk, desde que se mantenham os elementos de romance de época. Exemplos: Scales and Sensibility, por Stephanie Burgis, The Lord of Stariel, por A. J. Lancaster e Sorcerer to the Crown, por Zen Cho.
  • Splatterpunk (splatter = respingo de um líquido pegajoso ou viscoso, geralmente sangue) – um tipo de terror gore/slasher onde as descrições gráficas de terror corporal e violência extrema, geralmente sem limites. É pra quem estômago, realmente. Exemplos: A Garota da Casa ao Lado, por Jack Ketchum, The Devil, the Witch and the Whore, por Amy Cross e O Livro Maldito, por David Herick e Van R Souza.
  • Greenpunk (green = verde) – são histórias que contém energia limpa, tecnologia de baixo impacto e algumas poucas pegadas de carbono. Mostra que a humanidade passou pelas mudanças climáticas com sucesso. É basicamente o sonho utópico de todo ambientalista. Exemplos: Crónicas Verdes, por Obitual Pérez, The Vitruvian Entity, por PA. Nicol e La Estrella, por Javi Araguz e Isabel Hierro.
  • Solarpunk (solar = referente ao sol) – histórias nas quais o sol é a fonte de energia. Também giram em torno da sustentabilidade mundial e envolvem questões como as mudanças climáticas, a poluição e a desigualdade social. Exemplos: a antologia Solarpunk – Histórias ecológicas e fantásticas em um mundo sustentável, a antologia Glass and Gardens: Solarpunk Summers e a antologia Wings of Renewal, organizada por Claude Arseneault e Brenda J. Pierson.
  • Lunarpunk (lunar = referente à lua) – basicamente, é o exato oposto ao solarpunk. Biomimética de criaturas bioluminescentes, mantos com temas de mariposas e tecidos finos esvoaçando na brisa noturna são algumas das influências estéticas. Ele é mais um gênero de personagens ou um estilo de cosplay. Exemplos: o filme Avatar, o Morfeu, de O Lado Mais Sombrio, de A. G. Howard e a Ravena, de Os Jovens Titans.
  • Hydropunk (hydro = água) – é a ficção lidando com a perda de água potável. Exemplos: Tank Girl, a antologia Hydropunk: A Drowned Century, organizada por Giovanni Grotto e o videogame Hydropunk.
  • Aetherpunk (ou magicpunk) (aether = éter / etéreo, mágico) – é provavelmente um dos gêneros punk mais diversos. A magia de alta fantasia cria tecnologia mais condizente com um mundo de ficção científica, de naves celestes mágicas a armas mágicas. Exemplos: Thief’s Magic, por Trudi Canavan, Chasing the Lantern, por Jonathon Burgess e The Aeronaut’s Windlass, por Jim Butcher.
  • Mythpunk (myth = mito) – é uma mistura de histórias pré-modernas e folclores de várias tradições. Exemplos: A Menina que Navegou ao Reino Encantado no Barco que ela Mesma Fez, por Catherynne M. Valente, O Labirinto do Fauno, por Cornelia Funke e Guillermo del Toro e The Time Roads, por Beth Bernobich.
  • Elfpunk (elf = elfos) – fantasia urbana que transporta fadas e elfos para os dias de “hoje”. Exemplos: O Príncipe Cruel, por Holly Black, Wicked, por Gregory Maguire e a animação Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica, da Pixar.
  • Postcyberpunk – Pós-cyberpunk descreve um sub-gênero da literatura de ficção científica que se supõe emergido do movimento cyberpunk. Exemplos: Rio 2054: Os Filhos da Revolução, por Jorge Lourenço, Transmetropolitan, por Warren Ellis e Darick Robertson e Distraction de Bruce Sterling.
  • Cybernoir – também conhecido como tech-noir, apresenta a tecnologia como uma força destrutiva e distópica que ameaça todos os aspectos de nossa realidade. É particularmente utilizado no cinema. Exemplos: O Exterminador do Futuro, Os Doze Macacos e Admirável Mundo Novo, por Aldous Huxley.
  • Clockpunk (clock = relógio) – é um sub-sub gênero, pois se deriva do steampunk. Envolve mecanismos de relógio mecânico artístico e é baseado na era renascentista. Nas histórias clockpunk, engrenagens e máquinas simples predominam”, podendo ser apresentadas “tanto em máquinas pesadas” quanto em “dispositivos portáteis. O estilo visual baseia-se nas eras renascentista e barroca, de modo que os mecanismos serão tipicamente decorados com decorações intrincadas e esculturas, fazendo algumas máquinas de aparência muito bonita. Exemplos: A Invenção de Hugo Cabret, por Brian Selznick, Os Anjos do Tempo, por Kevin J. Anderson e a série de filmes Hellboy.
  • Silkpunk (silk = seda) –  é uma mistura de ficção científica e fantasia. Inspira-se na antiguidade clássica do Leste Asiático. Possui tecnologias como pipas de batalha que levantam duelistas no ar, dirigíveis de bambu e seda impulsionados por gigantes ramos emplumados, barcos subaquáticos que nadam como baleias impulsionadas por máquinas de vapor primitivas e máquinas de escavação de túnel reforçadas com conhecimento de ervas, assim como também há elementos de fantasia, como os deuses que brigam e manipulam, livros mágicos que nos dizem o que está em nossos corações, animais gigantes da água que trazem tempestades e guiam marinheiros com segurança para as costas e ilusionistas que manipulam a fumaça para perscrutar as mentes dos adversários. Exemplos: The Grace Kings, por Ken Liu, Romance of the Three Kingdoms, por Luo Guanzhong e The Black Tides of Heaven, por Neon Yang.
  • Decopunk (deco = gênero artísitico art déco) – esse na verdade é um sub-sub gênero, pois é derivado do dieselpunk. Tem uma estética mais elegante e brilhante em comparação com o Dieselpunk, que tende a ser mais sombria e sombria. Muitas vezes, usa tecnologia um pouco mais moderna como fitas VHS. Exemplos: Os Incríveis, animação da Pixar, o videogame Close to the Sun e o livro The City Darkens, por Sophia Martin
  • Steelpunk (steel = aço) – centra-se nas tecnologias que tiveram seu apogeu no final do século 20. é caracterizado como sendo sobre hardware, não software, o mundo real não o mundo virtual, megatecnologia não nanotecnologia. Os artefatos de Steelpunk não são cultivados, impressos ou programados, eles são construídos. Com rebites. Exemplos: a animação Robôs, da Fox, o filme Mad Max e o livro The Unbroken Truth, por Lukas Lundh.
  • Islandpunk (island = ilha) – Islandpunk é um subgênero retrofuturista do cyberpunk que inclui narrativas ambientadas em ilhas. Tais narrativas utilizam tecnologias baseadas em ilhas e os locais das ilhas para fazer suas declarações temáticas. Especificamente, seus protagonistas costumam construir tecnologias anacrônicas a partir de materiais como paus, folhas e côcos. Exemplos: A Ilha, por Aldous Huxley, Robson Crusoé, por Daniel Defoe e o filme Náufrago.
  • Rococopunk (rococó = estilo artístico) – é um derivado estético caprichoso do cyberpunk que empurra a atitude punk para o período rococó, também conhecido como período barroco tardio, do século XVIII. Como o lunarpunk, ele é mais um estilo de vestimenta do que um gênero (ou pelo menos é novo o suficiente para que não existam mídias sobre ainda), então o mais que se assemelha a ele é o clipe Áudio de Desculpas, da cantora Manu Gavassi e o clipe Tea Party, da cantora Kerli.
  • Stonepunk (stone = pedra) – também conhecido como ficção pré-histórica, o Stonepunk refere-se a obras ambientadas aproximadamente durante a Idade da Pedra em que os personagens utilizam a tecnologia da era da Revolução Neolítica construída a partir de materiais mais ou menos consistentes com o período de tempo, mas possuindo complexidade e função anacrônicas. Exemplos: o clássico Os Flintstones, a série Earth’s Children, por Jean M. Auel e o filme 10.000 A. C.
  • Nowpunk (now = agora) – ficção contemporânea que se passa no período de tempo (particularmente na década de 1990 pós-Guerra Fria até o presente, ou um futuro em que esse período de tempo específico é influente) em que a ficção está sendo publicada. São ficções que parecem cyberpunk mas que se inserem num paradigma tecnológico e numa linha do tempo que não difere daquela em que vivemos. Exemplos: The Zenith Angle, por Bruce Sterling, Scott Pilgrim Contra o Mundo, por Bryan Lee O’Malley e a série Mr. Robot.

Indicações de Livros de Sci-Fi

Agora vamos para a parte boa, onde a gente começa a ver tudo o que leu aqui em prática (ainda que por fora de todos os exemplos que eu já passei ai em cima 🙂

Frankenstein (ou O Prometeu Moderno), por Mary Shelley
Viagem ao Centro da Terra, por Julio Verne
A Guerra dos Mundos, por H. G. Wells
1984, por George Orwell
Fahrenheit 451, por Ray Bradbury
O Conto da Aia, por Margareth Atwood
Admirável Mundo Novo, por Aldous Huxley
Pangea, por Aelita Lear
Alternando Entre Mundos, antologia organizada por Gabriela Resende e Giovanna Lima
Sonhos Translúcidos, antologia organizada por Bárbara de Almeida Santos
Eu, Robô, por Isaac Asimov
2001: Uma Odisseia no Espaço, por Arthur C Clarke

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“Como (não) se Casar com um CEO”, por Kel Costa

Disponível na Amazon e gratuito pelo Kindle Unlimited: Clique aqui

Ficha Técnica:

Título: Como (não) se Casar com um CEO

País: Brasil

Autora: Kel Costa

Gênero: Romance hot

Ano de Publicação: 2022

Páginas: 405

Rating: ⭐⭐⭐⭐⭐

Sinopse:

INIMIGOS.
ELE A ACHA UMA PATRICINHA ESNOBE E MIMADA.
ELA O CONSIDERA UM BABACA ARROGANTE.
ELE SERÁ O NOVO CHEFE DELA.
ELES SE ODEIAM DESDE A INFÂNCIA, MAS UM ERRO MUDARÁ A VIDA DE AMBOS.

Madelyn Cooper e Oliver Harrington nasceram em famílias muito ricas do Texas, mas mesmo com a amizade de seus pais, os dois cresceram se odiando. Desde a infância até a vida adulta, cada encontro foi preenchido por farpas, indiretas e muita implicância. Por isso, é a contragosto que Madelyn aceita trabalhar como secretária de Oliver, que é CEO da Fleet, uma empresa que fabrica aeronaves. Os pais de Madelyn estão falidos e a jovem que sempre viveu em meio ao luxo, se vê obrigada a arregaçar as mangas e descobrir o que significa ter um chefe e seguir ordens.

Mas ninguém esperava pelas artimanhas do destino. Em uma de suas viagens de negócios para Las Vegas, Madelyn e Oliver acabam bebendo demais e acordam no dia seguinte, descobrindo-se casados e sem lembrar de nada da noite anterior.

O desespero bate e eles tentam anular o casamento o quanto antes, mas o pai de Oliver ameaça tirar o cargo do filho se ele desfizer o casório. Restará ao novo casal conviver pelo tempo necessário e sobreviver um dia após o outro, sem se matar pelo caminho. Essa confusão vai dar certo? Será que é possível haver um final feliz, com uma mãozinha do destino?

~Minha Opinião~

Minha vida por comédia romântica fofa desse jeito ❤

A Maddy é a patricinha mimada que a gente não suporta, mas que se vê à mercê do seu “inimigo” de infância por causa das dívidas da família e, também, por algumas (várias) doses de vodka.

Enemies to lovers + fake dating + office romance = o que podia dar errado?

A Kel conseguiu juntar quase todos os clichês românticos em um livro só e ele ficou maravilhosamente encantador.

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“Meu Protetor”, por J. Love

Disponível na Amazon e gratuito no Kindle Unlimited: Clique aqui

Ficha Técnica:

Título: Meu Protetor

País: Brasil

Autora: J. Love

Gênero: Romance hot

Ano de Publicação: 2020

Páginas: 74

Rating: ⭐⭐⭐⭐⭐

Sinopse:

Alicia pensou que fosse boa o bastante para o namorado. Três anos de namoro foi tempo o
suficiente para que ela pensasse no para sempre só que a vida real não é um conto de fadas e
princesas não são gordas.

Completamente humilhada e se sentindo a mulher mais feia do mundo, ela desperta o carinho
e a proteção do mal-humorado Diego, seu vizinho e também o responsável por ela nunca mais
poder ouvir músicas sertanejas em paz.

Será que dois corações machucados conseguem se completar?

~Minha Opinião~

Meu coração tá quentinho ^^

Uma história pra esquentar o coração (e outras partes tbm).

Além disso, explica de uma forma bem lúdica (e um tanto cruel pra Alicia) que um relacionamento abusivo não é só sobre agressão e/ou est*pro, então é muito válido.

Amei demais ❤

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“Indecente”, por J. Love

Disponível na Amazon e gratuito no Kindle Unlimited: Clique aqui

Ficha Técnica:

Título: Indecente

País: Brasil

Autora: J. Love

Gênero: Romance hot

Ano de Publicação: 2019

Páginas: 24

Rating: ⭐⭐⭐⭐⭐

Capa Alternativa:

Sinopse:

Dizem que as santinhas no fundo são as piores…

A vida toda Naomi foi a garota perfeita. Boa filha, aluna dedicada e namorada do cara dos sonhos, isso até terminar com o astro do futebol, ficar em recuperação e descobrir, de um jeito delicioso, que tem um lado bem indecente.

~Minha Opinião~

Muito bom!

Curto e rápido, a história de Naomi e Romeo tem muito chão pra andar ainda, acho que ia ser uma história maravilhosa!

Já quero ele no Canadá com ela!!

E, oq consolou meu coraçãozinho que não gosta de age gap, ele é só 9 anos mais velho q ela, então é uma coisa q da pra levar.

Maravilhoso ❤

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“Conquistas do Deserto”, por Abby Green

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Ficha Técnica:

Título: Conquistas do Deserto (Joia do Deserto e O Amor de um Rei)

Título Original: A Diamond for the Sheikh’s Mistress / A Christmas Bride for the King

País: EUA

Autora: Abby Green

Gênero: Romance

Ano de Publicação: 2017

Editora: Harlequin

Páginas: 288

Rating: ⭐⭐⭐ + 0,5

Sinopse:

JOIA DO DESERTO
Amante escandalosa ou rainha do deserto?
O sheik Zafir Ibn Hafiz Al-Noury não consegue perdoar Kat Winters por terminar o noivado deles, mas não esquece as noites de paixão que dividiram. Contratá-la para promover a joia mais famosa do seu reino é a oportunidade perfeita para seduzi-la novamente. Deixar Zafir para trás foi muito difícil para Kat. A dor a tornou uma mulher mais forte, mas o fogo que ele desperta nela é ainda mais poderoso. Kat será capaz de se entregar à paixão, mesmo que isso signifique ficar vulnerável perante o homem que comanda seu coração?


O AMOR DE UM REI
Um presente inesperado.
O misterioso sheik Salim Ibn Hafiz Al-Noury prefere abdicar do trono a se expor ao reino. Até que uma bela diplomata é contratada para demovê-lo dessa ideia. Fins de ano sempre são tristes para Charlotte McQuillan, então uma viagem de negócios é a fuga perfeita. Mas Salim é o cliente mais desafiador que já teve, e a postura masculina e dominante desperta em Charlotte desejos que ela não imaginava. Não demora para que Salim aceite assumir o peso da coroa, mas ninguém esperava que seu primeiro decreto fosse tornar Charlotte sua rainha!

~Minha Opinião~

Não tem muito o que dizer sobre essas histórias. Como é possível ver na sinopse, são duas histórias onde cada uma trata um irmão, que são herdeiros de dois reinos no meio do deserto.

Eu compro esses livros já sabendo que vão ser bobinhos, porque são ótimos para curar ressaca literária exatamente porque não são profundamente explorados pela autora, deixando duzentas pontas soltas. A única coisa que eles são fiéis, é à química entre os casais.

Fora isso, bobinhos, mas eu adoro histórias clichês 😉

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“Meu Chefe Coreano”, por Olivia Kepler

Disponível na Amazon e de forma gratuita no Kindle Unlimited: Clique aqui

Ficha Técnica:

Título: Meu Chefe Coreano

País: Brasil

Autora: Olivia Kepler

Gênero: Romance

Ano de Publicação: 2020

Editora: Saranghae

Páginas: 386

Rating: ⭐⭐⭐⭐

Sinopse:

Erik Lee Young é o diretor comercial da maior empresa da construção civil de Nova York e seu objetivo é se tornar CEO antes dos seus quarenta e cinco anos. Mas para isso se tornou um profissional exigente e sistemático de paciência curtíssima, por isso contrata somente os melhores especialistas para seu time e faz com que todos se desenvolvam para entregar seu máximo.

Erik só não podia contar que ele e sua mais nova contratada tivessem tantas coisas em comum. O que pode acontecer entre o homem que finge não se lembrar e a mulher que não aceita “não” como resposta

Meu Chefe Coreano promete boas doses de clichê, inspiração em doramas, protagonista forte, um chefe irresistível e personagens cativantes.

~Minha opinião (contém spoilers!)~

~ Quase como um dorama

Não sei qual a real intenção da autora, mas se foi parecer com um dorama, a única semelhança com um drama asiático foram os personagens coreanos.

A trama é bem digna de um dorama mesmo – um casal se conhece, fica junto, tem vários problemas de comunicação, algo acontece, eles se separam, depois se reconciliam, depois algo maior atrapalha e no final eles ficam juntos. Até aí, nada novo sob o sol.

Porém, por mais que a pp fosse americana, uma descendente de coreanos e/ou alguém que viveu mais de 10 anos na Coreia jamais agiria da forma como a Hyuna agiu.

Vê-se claramente que a autora imprimiu uma atitude americana e/ou brasileira nela, para tirar aquele estereótipo de que todas as meninas coreanas são bobinhas e inocentes. Se esse foi o intuito, ele foi atingido com sucesso, pq ela é fodasticamente forte e decidida, a ponto de ser levemente egocêntrica – oq a própria personagem admite ser – e a faz ser totalmente diferente das personagens dos dramas asiáticos.

Tipo, isso não é um defeito no livro – se a intenção foi essa.

Porém, oq me deixou confusa foi como o ex-futuro-noivo dela simplesmente aceitou tudo e deixou tudo resolvido ~DO NADA.

Tipo “ah, blz, vc me ferrou, mas tá livre do casamento, vai poder viver com quem vc ama e poder voltar pra sua casa. Mas isso é uma vingança, tá?”

Tipo, oi?

Do nada?

Foi como se faltassem ideias de como ela poderia tirar a Hyuna daquela situação e colocasse uma solução ali tipo “ah, eu quis então tá tudo certo”.

Mas a ideia de ter casado com a May foi de gênio, apesar de achar que seria mais fácil ela ter casado com a Naomi, né, mas enfim?

Como eu já disse, eu não sei a intenção da autora, mas se ela quis que parecesse com um dorama, ela passou bem longe. Se não quis, então foi sucesso 🙂

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“Nossas Horas Felizes”, por Gong Ji-Young

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Ficha Técnica:

Título: Nossas Horas Felizes

Título Original: 우리들의 행복한 시간 (Our Happy Time)

País: Coréia do Sul

Autora: Gong Ji-Young

Gênero: Drama

Ano de Publicação: 2005

Editora: Record

Páginas: 280

Rating: ⭐⭐⭐⭐⭐

Sinopse:

Yujeong é uma jovem da alta sociedade coreana que, indiferente a tudo e a todos e incapaz de se entender com a própria família, não consegue encontrar um sentido para sua vida. Depois de três tentativas frustradas de suicídio, ela acaba definhando entre o álcool e o desespero. Seus familiares, por outro lado, não se esforçam para entendê-la, a não ser sua tia, a irmã Mônica, com quem sempre teve uma ligação especial.

Disposta a fazer o que for preciso para que Yujeong volte a sentir vontade de viver, a freira sugere à sobrinha que as duas façam semanalmente uma visita a um preso no corredor da morte. E então elas conhecem Yunsu, um homem que anseia deixar este mundo por acreditar que só assim conseguirá se redimir de seus pecados. Apesar de sua origem humilde, ele e Yujeong têm algo em comum: um triste passado de abusos físicos e psicológicos.

Aos poucos, durante os encontros na prisão, os dois jovens atormentados revelam um ao outro seus segredos mais obscuros e seus traumas do passado, criando uma conexão inesperada, que gradualmente desperta nessas duas pobres almas o desejo de viver. Mas as mãos de Yunsu estão sempre algemadas, os guardas estão constantemente por perto, e Yujeong sabe que aquelas horas felizes juntos podem ser tragicamente curtas.

~Minha Opinião~

Eu ganhei de Natal a assinatura anual do Clube de Romance da Carina (Rissi, no caso) e acabei recebendo, na primeira, um livro que eu já tinha, então troquei por Nossas Horas Felizes. Não dei nada por ele, achei que seria um romance normal. Peguei só porque a autora é coreana.

Mas quando ele chegou em casa, alguma coisa me dizia: “Pega. Lê ele agora. Pula todos sete livros que você começou e não terminou e lê ele.”

Eu levei três dias para começar ele de fato (dormia na segunda página). Mas quando a leitura engatou, eu não conseguia largar ele de forma alguma.

A história intercala duas linhas do tempo: a infância de Yunsu, condenado à pena de morte, e a história de Yujeong, que passa pela terceira tentativa de suicídio.

Com uma mãe completamente insensível (e instável) e se descobrindo igualmente arrogante e egoísta, Yujeong tem uma escolha: ser internada em uma clínica psiquiátrica, onde seu tio cuidaria dela (e ele só fala que ela deveria chorar mais) OU ir, uma vez por semana durante um mês, visitar os prisioneiros do corredor da morte com sua tia Monica, uma freira.

Conforme o tempo vai passando e por eles não poderem conversar sobre o caso de Yunsu, ele e Yujeong passam a se conhecer melhor. Ele percebe que ela é a idol favorita do seu irmãozinho e ela percebe que talvez ele não seja tão culpado assim.

Ambos anseiam pelas visitas semanais e, aos poucos, vemos ambos desenvolverem sentimentos especiais um pelo outro, mesmo sabendo que a condenação de Yunsu poderia vir no dia seguinte.

O livro não fala só sobre duas pessoas se apaixonando ou sobre a pena de morte na Coréia. Ele fala sobre autoconhecimento, sobre entender quem você é e sobre perceber o quanto as suas atitudes atingem os outros (ou deixam de atingir).

A construção da personagem principal é absurdamente fantástica e a história do protagonista é dilacerante.

Nossas Horas Felizes também possui um filme, de 2006, que chama Maundy Thrusday (algo como Quinta-Feira-Santa), porque é o dia em que a pena de Yunsu é executada, e está disponível apenas no Youtube (em coreano, com a legenda em inglês – você pode assistir aqui).

Esse livro entrou, tranquilamente, para aquela lista de “me destruiu, cinco estrelas”.

~Quotes (do tipo marca só o que é importante e aí grifa o livro inteiro)~

“Por que coisas voas continuam acontecendo àqueles que odeio? Por que o mundo continua me irritando e se recusando a me dar uma mísera migalha de felicidade?”

“É possível que eu tenha sentido um pouco de ciúmes dela, assim como sentia ciúmes de todos que tinham fé e convicção, um senso de que o que estavam fazendo era certo.”

“Eu queria jogar minha vida inteira no lixo. Queria gritar pro mundo: “É isso mesmo, sou um lixo! Sou um fracasso! E não tenho salvação.”

“Não havia fim para o inesperado e o surpreendente. Não neste lugar.”

“Ser humano não quer dizer que mudamos ao encarar a more, mas por que somos humanos, podemos nos arrepender de nossos erros e nos tornar novas pessoas.”

“O motivo pelo qual eu odiava minha mãe e o restante de nossa família não era porque eles se gabavam de serem cultos e artísticos, com ares de quem diz que dinheiro não é tudo, camuflando o próprio esnobismo de uma forma bem previsível. Eu os odiava porque, mesmo que todos se sentissem vulneráveis e solitários até não poder mais quando ficavam sozinhos à noite, eles tinham muitas ferramentas e oportunidades ao dispor para ajudá-los a disfarçar os próprios sentimentos e assim prová-los da chance de encarar a própria solidão, a mesquinharia e o isolamento. Em resumo, estavam perdendo a chance de encarar a vida de cabeça erguida.”

“Tive todas as coisas que as outras pessoas não têm e comi tudo o que a maioria não come, mas não me lembro de já ter me sentido feliz.”

“Só mais tarde percebi a ironia de dar soro a alguém condenado à morte para evitar que ele morresse.”

“Vocês fazem todas as coisas ruins que querem e daí vão à igreja e pedem perdão e pronto! Que hipócritas!”

“Elas acham que podem tratar os outros mal, enquanto ainda se veem como pessoas relativamente boas por dentro. Ao mesmo tempo que agem de forma mesquinha, lá no fundo esperam que os outros percebam que são boas pessoas.”

“Quando alguém diz que quer morrer, o que realmente quer dizer é Não quero viver dessa forma.”

“Saber não significa nada. Algumas vezes, saber é pior que não saber. O mais importante é perceber. Há uma diferença entre saber e perceber, e a percepção só vem com o sofrimento.”

“Pensei Talvez eu realmente seja uma pessoa sem valor, e fiquei arrepiada. Como Yunsu, fiquei apavorada ao perceber o que estava sentindo.”

“Sem terminar o ensino básico, a cadeia me proporcionou uma educação abrangente. Ali, eu me formei na arte do crime com especialização dupla em ódio e vingança.”

“Estar acostumado à traição não queria dizer que a traição não magoasse, e só porque alguém estava acostumado a cair, não significava que seria fácil levantá-lo da próxima vez.”

“Também foi a primeira vez que me dei conta de que alguém pode ir para a escola num lugar incrível como a França, estudar arte, se tornar uma professora, ser de uma família rica e ainda assim não ser feliz.”

“Aqueles que têm tudo são os mais pobres de todos.”

“Todo mundo é tanto feliz quanto infeliz, em alguma medida.”

“Talvez mãe, no fim das contas, fosse apenas outra palavra para amor.”

“Se eu pensasse que ele merecia morrer porque era escória e o tivesse enforcado, isso teria sido assassinato? E, se depois eu fosse presa e enforcada por assassinato, isso teria sido injustiça? Em ambos os casos, um ser humano está decidindo que outro ser humano merece morrer. É um ser humano sendo morto sendo morto por outro ser humano. mas, de acordo com você, um caso é assassinato, e o outro é execução.”

“Porque, como meu tipo havia dito, em sua triste voz, era preciso sofrer para evoluir.”

“Nenhum de nós é totalmente bom. ninguém é completamente inocente. Algumas pessoas são apenas um pouco melhores, e outras, um pouco piores.”

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Entrevista com a autora: Victoria Guimarães

Victoria Guimarães é uma carioca fantástica que eu tive a oportunidade e o privilégio de conhecer.

Escritora talentosa e publicitária nas horas vagas, ela lança seu primeiro romance, De Malas Prontas, que vai contar a história de três amigas que vão viajar ao descobrirem que o hotel em que passaram as férias durante suas vidas inteiras vai fechar.

Separei algumas perguntas para a Vic e, apesar de ter dado muito errado a primeira tentativa (era para ser em vídeo), ela concordou em participar dessa primeira entrevista para o site 😉


Estaremos falando agora, com a Vic leitora:

~Qual o último livro que você leu?

Magnus Chase e a Espada do Versão, do Rick Riordan.

~Você o recomenda a outras pessoas?

Sim! Achei a leitura muito gostosa e o personagem principal super carismático. Fora que o Rick sempre tem pequenos truques pra deixar a gente mais engajada na leitura, como sempre terminar os capítulos de uma forma bombástica que você precisa começar a ler o outro porque ficou curiosa. Gosto de pensar que tento fazer um pouquinho disso que aprendi com ele quando escrevo.

~Com que frequência você lê?

Tento ler todos os dias, mas nem sempre consigo. Costumo ler mais na parte da manhã, mas às vezes consigo ler na hora do almoço também. O fato do livro estar envolvente ou não acaba influenciando bastante também, o quanto eu leio e se paro para ler mais de uma vez por dia.

~Qual foi o último livro ruim que você leu? O que fez com que você não gostasse dele!

Tintos e Tantos, não lembro o nome da autora. Mas sabe aquele livro em que absolutamente nada acontece? Pois é. Me prometeram uma história no estilo Sex and the City e eu recebi uma personagem principal enfadonha e que nada fazia.

~Tem algum livro que influenciou a sua vida?

Muitos! A saga da Mediadora, da Meg Cabot, Garota Americana dela também. A saga Percy Jackson. Melancia da Marian Keyes. Laços de Família, da Clarice Lispector. Foram livros que eu devorei e que tiveram impacto na forma que eu escrevo até hoje.

~Qual livro você gostaria de que tivesse uma sequência?

Eu gostaria de ler mais alguns capítulos de Sem Julgamentos, da Meg Cabot e também queria muito uma cena extra de The Hating Game, esse último achei que ia ficar perfeito se a autora tivesse desenvolvido mais um pouquinho.

~Qual livro você gostaria que não tivesse uma adaptação?

Eu gostaria que a adaptação pro cinema de Cidade dos Ossos tivesse sido mais bem-sucedida! Porque amei a Lily Collins no papel de Clare e queria poder vê-la em mais filmes da saga. Uma pena não ter rolado.  

~Você gosta quando os livros são adaptados?

Eu gosto de adaptações! Mesmo quando ficam muito diferentes do livro original, acho bacana conhecer esses outros pontos de vista sobre a história.


E agora, com a Vic escritora 😉

~Há quanto tempo você escreve?

Eu tive hiatos. Aos oito achava que poderia escrever um livro. Não consegui, RS. Mas aos 10, 11 anos comecei a ser muito desestimulada na escola a escrever. Não lembro exatamente o que aconteceu, se foram feedbacks mal dados, concursos literários em que sempre as mesmas pessoas (que escreviam com a ajuda dos pais) ganhavam, mas até os 16 anos não escrevi mais uma linha. Foi aí que voltei a escrever como uma forma de terapia mesmo, escrevia pequenas crônicas em que eu tentava processar algo que estivesse acontecendo comigo. Mas não mostrava para ninguém. Só aos 21 que passei a publicar essas crônicas, não todas, as menos pessoais, no Medium.

Mas ficção mesmo eu só escrevi mais depois da pandemia. E aqui estou, aos 25 tentando entender meu lugar na escrita – e na vida também.

~Quando começa a escrever, você já tem toda a história esquematizada ou vai deixando as coisas fluírem conforme você vai escrevendo?

Agora eu tento fechar a história antes de começar a pôr a mão na massa. Mas antes era bem diferente. Eu deixava a história me levar pra onde ela quisesse. O que era maravilhoso, até o primeiro bloqueio criativo, rs. Esse esquema de escrever intuitivamente funciona melhor para histórias menores, como contos. Mas uma vez que você passa das dez mil palavras, fatalmente você precisará de algum tipo de planejamento.

~Qual seu gênero preferido de escrever?

Contemporâneo, comédias românticas. Gosto de escrever tanto quando o romance romântico em si não é o foco principal da história, como quando ele é. Gosto de escrever histórias que façam com que as pessoas terminem de ler se sentindo mais leves. De pesado já basta viver no Brasil em 2022.

~Qual seu gênero preferido de ler?

Comédias românticas e fantasia urbana. Acho mágico esse caminho do meio em que as criaturas mágicas são obrigadas a viver com os seres humanos. É algo que me fascina.

~O que costuma ouvir quando está escrevendo?

Nada ou músicas instrumentais. Músicas com letras invariavelmente me distraem e acabam me dando vontade de cantar junto. Às vezes, deixo um vídeo de ASMR tocando no fundo também, mas tenho que ter cuidado senão fico com sono, rs.

~Qual a parte mais fácil da escrita?

O fogo de palha do início da história, quando tudo é novidade e você vai descobrindo um pouquinho mais da história à medida que vai escrevendo.

~E a mais difícil?

Quando o fogo passa e você precisa conectar o início com o fim. A parte do meio da história sempre foi uma das minhas dificuldades, porque exige persistência e foco para ligar os pontos sem desviar do caminho.

~Seu personagem favorito, aquele que você mais amou escrever

A Mariana, do meu conto de Natal “Um Elfo e um Milagre de Natal” e a Erika e a Brena do “De Malas Prontas”.

A primeira porque ela é uma mulher forte e independente, completamente diferente de tudo que eu já tinha escrito até então e as segundas porque carregam muito de mim e da forma com que eu vejo as coisas.

~Você tem algum Pet peeve? (Vícios de escrita)

Eu escrevo muito a palavra “apenas” nos meus textos, foi uma mania que encontrei recentemente, não fazia ideia! E também uso bastante advérbio, essa eu descobri só quando coloquei meu texto para a revisão.

~Quais seus hábitos de escrita?

Para que eu consiga escrever de verdade eu preciso me sentir confortável, seja fisicamente seja mental e emocionalmente. Tem dias que eu estou me sentindo totalmente esgotada e sei que não vai render e tem dias que mesmo tendo sido mais agitados eu consigo ter uma cabeça melhor para sentar e produzir. Gosto muito de criar um ambiente aconchegante, então costumo diminuir as luzes, vez ou outra acendo uma vela e me isolo do mundo.

~Por fim: elogie sua escrita

Gosto de pensar que sou boa em capturar aqueles momentos em que os personagens estão mais contemplativos. Aquela vibe meio olhando pro horizonte, pensando em tudo e pensando em nada ao mesmo tempo, sabe? São pequenas sutilezas no cenário, nas emoções e nos gestos dos personagens que pedem que a gente tenha um olhar mais poético. Ao longo dos anos, acho que acabei desenvolvendo um pouco isso.

Eu agradeço imensamente pela participação dela, da minha irmã gêmea de outra vida. Obrigada, meu amor ❤

E se vocês gostam de viajar, aconselho muito a leitura do romance dela: De Malas Prontas. Tenho certeza que vocês vão amar a Erika, a Brena, a Samantha e o Estevan.

Esse é o booktrailer do livro, só pra vocês poderem sentir a vibe maravilhosa dele 😉

A Vic também tem um podcast chamado “As Apocalípticas”, e eu tenho certeza que vocês vão amar!

O Medium dela, com textos autorais lindos: clique aqui

Espero que vocês tenham gostado desse bate papo! Minha intenção é trazer um quatro desses por mês 😉

Boa viagem e até a próxima 😉

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“Bodas de Fogo”, por Deborah Simmons

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Ficha Técnica:

Título: Bodas de Fogo

Título Original: The Devil’s Lady

País: EUA

Autora: Deborah Simmons

Gênero: Romance de época

Ano de Publicação: 1994

Editora: Bezz, selo Leque Rosa

Páginas: 296

Rating: ⭐⭐⭐⭐⭐

Sinopse:

Tentando evitar um casamento não desejado após receber um decreto do rei Edward de escolher um de seus cavaleiros, Aisley de Laci escolhe o Barão Montmorency, conhecido como o Cavaleiro Vermelho, cuja fama é de que se isolou para ter liberdade de praticar as Artes das Trevas. Na certa o rei não endossaria um enlace desse e Aisley poderia voltar para sua vida em Belvry.

Reconhecido como um dos melhores em batalha, o Cavaleiro Vermelho isolou-se em Dunmurrow por motivos pessoais. E ele não quer uma esposa, não importa o quão rica ou bela ela seja. Mas mesmo sendo quem era, ele não poderia desafiar a ordem do rei, e uma vez que ela venha a ele, ele toma – e preserva.

Embora Aisley se recuse a acreditar nas histórias que fazem de Montmorency mais mito do que mortal, ela começa a se perguntar se ele possui poderes misteriosos. Senão, como explicar seus próprios sentimentos crescentes para com seu marido, um homem envolto pelas sombras e do qual ela nunca viu o rosto?

Estaria ela sob um feitiço ou tinha verdadeiramente contraído Bodas de Fogo?

~Minha Opinião (contém spoilers!)~

Uma história fascinante que te prende pro simples fato de vc querer oq mantém o barão de Montmorency na mais profunda escuridão (literalmente).

Além disso, vc tbm vai querer matar o b*sta do Hexham.

Vc tbm vai se apaixonar pela firmeza e força de Aisley e por Piers.

Perfeita pra curar a ressaca e doce demais, que te faz terminar o livro com um sorriso bobo no rosto.

Ps: tem o segundo volume, que agora vai acompanhar a história do irmão mais velho de Aisley, que praticamente voltou dos mortos.

~Quotes~

“Fico feliz em ouvir isso, mas acho que é hora de torná-la minha esposa de verdade, então, saberemos que você pertence a mim e a ninguém mais. […] Não é culpa minha que tenha me escolhido, Aisley. […] Mas você escolheu. Portanto, preste atenção, você é minha.”

” — Piers […] Você me enfeitiçou?
[…]
— Eu não a enfeiticei, minha esposa; isso que temos é algo mais antigo do que o tempo: a atração entre um homem e uma mulher. Eu não preciso de feitiços; nós dois… […] Faremos nossa própria mágica essa noite.”

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“Artigo Zero”, por Raquel Schroeder Moller

Disponível na Amazon e de forma gratuita no Kindle Unlimited: Clique aqui

Ficha Técnica:

Título: Artigo Zero

País: Brasil

Autora: Raquel Schroeder Moller

Gênero: Romance paranormal/fantasia

Ano de Publicação: 2020

Páginas: 275

Rating: ⭐⭐⭐⭐⭐

Sinopse:

O Artigo Zero é claro: demônios não podem matar anjos e vice-versa. Os mundos existem para que cada alma evolua em seu devido lugar.

Essa regra é quebrada quando Nathan, um jovem brasileiro, coloca sua alma no lugar de um estranho e é levado por acidente para o tal Inferno que os humanos costumavam acreditar. Entre a vida e a morte, Nathan deve escolher seu destino: voltar ao seu corpo humano, ou aceitar seu papel no plano espiritual, numa tentativa única de livrar Roxanne, a demônio que levara sua alma, da eliminação eterna.

Juntos, eles descobrirão a conexão entre suas almas, e terão que lutar contra anjos e demônios pela liberdade delas. Nem toda justiça é divina.

~Minha Opinião~

Não é nada do que eu estava esperando…

Esse livro foi uma grata surpresa.

Peguei ele no KU no fim do ano passado e nem lembrava do que se tratava. Meu Kindle tá com um problema que qdo vc clica pra ler a sinopse, ele trava e reinicia, então eu evito fazer isso.

Por causa disso, eu fui no escuro, nem sabia do que se tratava.

E que historia maravilhosa!

Me fez refletir bastante, ter conhecido Nathan e a Roxanne (além de me fazer querer ouvir the Police no repeat) me fez querer saber mais e mais sobre essa historia.

Amei a questão da alma-filha (apesar de achar que podia ter sido comentada no final).

E falando de final, que final foi aquele, Brasil?

Vcs não estão preparados. Ele é triste e esperançoso ao mesmo tempo e te deixa com aquela sensação de “dever cumprido” misturado com “me conta mais, vai?”

~Quotes~

“Nada daquilo fazia sentido. Sim, eu era uma boa pessoa. mas ser um anjo parecia forçar demais meu status.”

“Artigo Zero consiste em: não matar anjos; não levar anjos para o Inverno. A garota infringiu os dois de uma só vez.”

Você não está preso, Nathan. Pode fazer o que quiser. Araceli não diria isso com tanta tranquilidade se soubesse o que eu gostaria de fazer com Roxanne.”

“Não se sinta culpado. Nenhum anjo gosta do Diabo.”

“Em três vidas nos encontramos e fomos separados prematuramente. Sabe o que é o mais bonito disso tudo? É que não estamos destinados um ao outro. Não somos almas-gêmeas nem nada do tipo. Apenas gostamos de viver juntos. Nossas almas se procuram, sem saber. Não é muito o que pedimos. Viver em paz, por todo o tempo que o mundo nos conceder.”

“Se eu quisesse corromper minha alma de verdade, teria que primeiro alcançar o poder e dinheiro, para depois ignorar a existência de quem precisa do mínimo para sobreviver.”

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