“Immaculatus”, por Raíssa Selvaticci

Immaculatus (em português) por [Raíssa Selvaticci, Andresa Rios , Isabella Da Rocha Pontes]

Ficha Técnica:

Título: Immaculatus

País: Brasil

Autora: Raíssa Selvaticci (a.k.a @GarotaBestSeller)

Gênero: Suspense/Romance

Ano de publicação: 2021

Páginas: 692

Rating: ⭐⭐⭐⭐⭐

Disponível na Amazon: Clique aqui

Playlist mais que incrível do livro: Disponível no Spotify

O livro de estreia da Raíssa é um calhamaço de quase 700 páginas que mistura romance, suspense, assassinatos, investigação e alfinetadas muito bem dadas na família tradicional brasileira e nos defensores da moral e dos bons costumes.

Conta a história completamente conturbada de Louise, Henrique e Verona em meio a assassinatos macabros ocorrendo no Immaculatus, um internato que fica na estrada entre Caxias do Sul e Gramado.

Como Immaculatus é um livro bem complexo – e longo, eu não sinto que vou conseguir resumir a história sem que o resumo vire um livro sozinho e, o mais importante, eu não vou conseguir falar sem dar spoiler, então vou deixar vocês com a sinopse + minhas opiniões sobre o livro:

Todos têm segredos. E, às vezes, eles podem matar.
Com um passado conturbado, índole questionável e uma família marcada pela perda, ter que cuidar de uma garota indomável na reta final do seu seminário era tudo que Henrique não precisava. Não bastasse a arrogância e propensão a quebrar regras, Verona se mostra um obstáculo no caminho até a vida tranquila que ele almeja —, e não merece.
Depois de se envolver em um escândalo midiático, o internato Immaculatus parece a solução que Verona precisa: um ambiente religioso rígido, cuja rotina monótona nem os paparazzi mais determinados podem romper. Sendo supervisionada de perto por um seminarista pouco religioso, o plano da herdeira problemática é evitar novas manchetes e caminhar rumo à liberdade da vida adulta. Entretanto, ao se deparar com uma jovem idêntica a ela em aparência, todas as certezas de Verona sobre sua vida desmoronam.
A casa de Louise é o universo da psicologia forense e os corredores do instituto médico legal. Ela é determinada e gosta disso. Contudo, por debaixo da fachada irônica, há muitas histórias escondidas. E a primeira envolve um mistério complexo.
Quando um assassinato violento acontece nos arredores do internato, Henrique, Louise e Verona compreendem que alguns erros não têm perdão, e não existe alma livre de mácula. Fé, amor e vingança se misturam e revelam uma verdade cruel — ninguém é totalmente inocente. Em um ambiente onde todos mentem e encenam, a única forma de descobrir a verdade é olhando para dentro de si mesmo.
Mas o autoconhecimento pode ser mais assustador do que a própria morte.

Um dos meus pontos favoritos de ler esse livro foi pegar todas as referências que a Raíssa colocou. E tenho certeza que se eu reler, eu vou pegar outras que eu provavelmente não peguei agora – entre outros detalhes que a gente sempre deixa de pegar sobre o assassino ou sobre a investigação quando se depara com uma obra do gênero pela primeira vez. Isso é muito legal e é o que sempre me prendeu em histórias de suspense e investigação.

Referente às personagens principais, Louise, Verona e Henrique, não tenho palavras para dizer o que eu achei deles. São personagens tão bem construídos, com um background tão maravilhoso, tenso e cheio de mistérios que faz você querer continuar lendo só pra ver se alguém fala o que aconteceu antes da história em tempo presente em Immaculatus.

Dois pontos que a autora usou no livro que me fizeram bater palmas pra ela foi a forma como ela abordou assuntos considerados tabus, como homofobia, homossexualidade, sociedade patriarcal, aborto e distúrbios mentais me fez sentir um orgulhinho de estar lendo aquele livro, de ter sido escolhida como parceira e de, na real, estar vivendo no mesmo mundo que ela e trabalhando na mesma profissão.

O livro tem como categoria de romance slowburn, que é quando os personagens demoram para se apaixonar um pelo outro e ficam flertando, trocando olhares e provocações não explícitas – um dos motivos das 700 páginas. Isso é muito legal porque a gente se apaixona junto com as personagens, a gente sente os corações acelerando, as vergonhas, as borboletas… Apesar de ser algo que precisa ser construído com o tempo – e muitas páginas e cenas, deixa tudo muito mais real.

#QuickFunFact: O slowburn é o contrário do instalove, que é quando os personagens se apaixonam na hora em que se vêem (um exemplo claro de instalove é o Keller e a Kate em Raio de Sol – resenha aqui). Na minha opinião, o instalove fica muito forçado porque eu não acredito em amor à primeira vista. Uma atração sexual à primeira vista, sim, mas amor… Acho tão pouco provável que me deixa até meio cética quando ao resto da história – o que se provou um belo engano se eu estou usando Raio de Sol como exemplo.

Uma coisa que me deixou beem confusa foi a narração onisciente. Como vocês sabem, é bem difícil você achar um livro com narrador onisciente hoje em dia, que é quando a história é narrada em terceira pessoa e o narrador sabe de tudo o que todos os personagens pensam – pelo menos eu tenho um ou dois só na minha estante de mais de 500 livros.

Às vezes, eu não sabia de quem era o ponto de vista ou de quem era aquele pensamento. Fiquei bem confusa às vezes, mas nada que uma relida naquele capítulo não resolvesse.

Sem falar mais nada sobrea história: @Raíssa, ja quero o 2 pra ontem!

#Quotes (as que estiverem em negrito são as minhas favoritas):

“Em algum ponto da natureza as coisas haviam se alinhado e o que era para ser um final de semana chuvoso havia evoluído para um lindo nascer do sol, com direito a pássaros rodopiando, crianças tirando seus baldes de brinquedo do armário e um corpo morto na beira da praia”

“A Igreja podia tentar, mas era impossível competir com adolescentes em idade reprodutiva, totalmente à mercê dos seus próprios hormônios”

“O tipo de ideia que se tem na madrugada, quando seu corpo está quase caindo no sono e algum resquício de consciência surge, distribuindo conselhos ruins como se fossem bilhetes premiados.”

“Não existe certo ou errado. As pessoas têm motivos para fazer o que fazem”

” – Nós estamos no Brasil, ta? A educação é horrível e deixaram um asno concorrer à presidência, mas nós não temos assassinos em série”

“Vocês são as Kardashians da Igreja Universal”

“Pessoas indo descobrir o mundo, pessoas voltando, ao descobrir que haviam deixado o mundo para trás”

“Eles são meus parentes, mas não são minha família”

” – É uma epidemia, não é?
– O que?
– Mulheres incríveis com homens meia-bocas. Existem milhares delas”

“‘Que Deus perdoe essas pessoas ruins’
Henrique não segurou uma risada.
‘Você disse que Deus não julga’
‘E ele não o faz, mas eu não sou Deus'”

“Imagina. Gostar tanto de alguém a ponto de querer enfiar a Igreja, o Estado e a Morte no meio”

“Completavam o bingo de todas as coisas que a sociedade tradicional odeia. Gente pobre, gente doida, gente

“A importância do laço de sangue foi uma coisa inventada. Pra gente ser obrigado a conviver com parentes que não suportamos sem cometer assassinato.”

Sobre GabisNika | Gabriela Resende - Escritora

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